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domingo, 29 de junho de 2014

Em homenagem aos 98 anos de Guilhermino Antônio da Silva


 Este homem fundou quase uma dezena de igrejas, onde é hoje o campo eclesiástico de Delfino(CEADEB). Já depois dos 90 anos de idade foi consagrado a presbítero. Entre seus filhos, netos genros e noras foram chamados para o pastorado (6), presbitério (6) , professores EBD e vários obreiros, músicos , cantores e pregadores.
Tudo começou quando um garimpeiro  encomendou a um mascate uma Bíblia - o livro da capa preta, dizia eles. Aquele garimpeiro em posse do livro da capa preta, proibido ser manuseado por "qualquer um" pelo padre da paroquia, convidou Guilhermino A. da Silva (Veinho, meu avô) para todos os dias lê o livro pois não era alfabetizado. Lendo aquelas palavras bonitas de mensagem encantadora, Guilhermino se sentiu atraído e todos os dias depois que descia a Serra do Barracão, depois de um dia de jornada no garimpo, lá estava na casa do "compadre" para lê o livro. Um belo dia o anfitrião dono do livro diz pra Guilhermino - Veinho, vejo que você   gostou deste livro, eu não entendo nada dele, leve pra você.
A partir daquele dia, o livro da capa preta passou ser seu café da manha , era a primeira coisa que ele fazia antes de ir pra rede dormir ou quando se levantava pela manha, eu mesmo presenciei todos os dias quatro meses em que morei com ele, pela manha sedo e ao por do sol, lá estava seu Veinho da Tereza com a Bíblia e a lição da EBD nas mãos. Bom um certo dia do ano 1960 vieram alguns crentes (conhecidos como protestantes) e realizaram um culto num domingo a tarde, debaixo de uma gameleira que há próximo a cacimba  (poço de água potável ) no meio do garimpo. Nada era estranho, as pregações eram referenciada nos mesmo texto do livro que ele tinha ganhado e que tanto gostara,  e aquelas palavras ardiam na alma e na hora do apelo ele se redeu aos pés de Jesus, do seu lado  com 6 anos seu filho, Josanias Antônio da Silva,  hoje pastor presidente do campo de Umburana do Querer (meu pai),  também segui seu pai na decisão,  a noite o culto já foi na sua casa e toda sua família se entregou pra Jesus. Daquele dia em diante por onde passava falava de Jesus, fundou igrejas em Delfino, L. do Angico, Umpamirim, Bela, Caraíbas e etc. 
 Guilhermino foi presbítero na Assembleia de Deus em Delfino - Umburanas-Ba e dizia cheio de orgulho  -Deus me deu uma família abençoada de pastores, presbíteros, professores EBD, músicos e pregadores -"os Capucos" termo comediante que seus netos usam para se referir aos seus descendentes.
Em homenagem a esse guerreiro eu dei o nome ao meu filho 'Guilherme' de onde deriva o diminuitivo = Guilhermino
Guilhermino foi garimpeiro, lavrador e comerciante, carregou água até para o cangaço de Lampião, casou-se três vezes, uma delas  com Izabel Maria da  Silva (descendente indígena , minha dindinha) com quem teve 19 filhos, mas isto vou contar em uma outra  historia.
 
Em 17 de junho de 2015, Guilhermino faleceu com 99 anos. e foi sepultado em Delfino- Umburanas-BA no túmulo de sua segunda esposa, Isabel Maria da Silva ( minha Dindinha).
No velório passamos a noite contando as historias da vida de Guilhermino, vezes sorrimos vezes chorávamos, felizes por tudo que passamos ao seu lado, mesmo os tempos difíceis. Entre todas as historias contadas uma coisa tinha em comum, uma característica muito forte entre elas, suas virtudes superavam seus erros.
Muitas coisas, pelo menos em sua essência, gostaria de aprender com meu avô, mas uma delas se Deus me permitir chegar aos 99 anos, muitas historias quero contar para meus netos. Vou começar com as aventuras  de meu avô e etc.




 
Ev. Eliezer Lopes da Silva

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